Os Estados Unidos e a Ucrânia avançaram em uma possibilidade de acordo sobre os minerais raros existentes no país do leste europeu, após Volodymyr Zelensky rejeitar uma proposta feita por Donald Trump no início de fevereiro. Caso a parceria se confirme, os americanos terão acesso à exploração dos cobiçados recursos.

Também conhecidos como “terras raras”, esses minerais fazem parte de um grupo formado por 17 elementos químicos com larga utilização na indústria moderna. Ítrio, lantânio, gadolínio, disprósio, lutécio, érbio, escândio, praseodímio, promécio e samário são alguns deles.

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Os cobiçados materiais raros são usados na fabricação de baterias para carros elétricos e em diversos outros produtos. (Imagem: Getty Images)

Embora existam depósitos desses minerais em diversas partes do mundo, encontrá-los em sua forma pura não é uma tarefa fácil. Por causa dessa característica, eles são considerados “raros”. Além disso, é comum que esses materiais estejam disponíveis junto com elementos radioativos, tornando mais cara e complicada a extração.

Segundo a BBC, a Ucrânia tem 21 das 30 substâncias consideradas “materiais brutos essenciais” pela União Europeia, com 5% das reservas globais. Porém, muitas das áreas nas quais são encontrados os minerais raros no território ucraniano estão ocupadas pela Rússia, atualmente, em consequência dos conflitos iniciados em 2022.

Por que Trump quer os elementos terras raras ucranianos?

A competição com a China é o maior motivador para que os EUA controlem a produção dos minerais raros da Ucrânia, como destaca a publicação. O país asiático responde por 60% a 70% da produção mundial e cerca de 90% da capacidade de processamento desses compostos, sendo o maior fornecedor de terras raras.

Caso confirme o acordo com Zelensky, Trump diminuiria a dependência dos EUA em relação a Pequim neste aspecto, reduzindo preocupações quanto à segurança nacional e também à economia. Vale lembrar que os minerais raros são usados na fabricação de celulares, computadores, carros elétricos, equipamentos militares e muitos outros produtos.

Como moeda de troca pela exploração dos elementos químicos, o governo americano prometeu apoio contínuo a Kiev na guerra contra a Rússia. No momento, não há um prazo definido para que o presidente ucraniano responda à proposta de Trump.

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