O grupo Claro vai encerrar a venda de serviços sob o nome Embratel, marca que foi essencial para o desenvolvimento de telefonia fixa ou móvel e também da internet no Brasil. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (2), junto de mudanças no catálogo da companhia.
A partir de agora, o nome “Claro Empresas” será usado no lugar de qualquer produto ou solução que antes levava o nome Embratel. Esse segmento será focado no mercado empresarial e governamental, incluindo plataformas na nuvem de inteligência artificial (IA), cibersegurança, Internet das Coisas (IoT).
“Unimos toda a expertise da Embratel em tecnologia e conectividade para apoiar a transformação de negócios de todos os tamanhos e segmentos. Com uma atuação abrangente e inovadora, estaremos sempre prontos a desenvolver e oferecer as soluções certas, no momento certo”, diz o comunicado oficial da companhia.
O que muda na Claro Empresas?
Como parte da mudança, a Claro Empresas terá duas pessoas responsáveis pelo empreendimento: Roberta Godoi, que será a CEO da Unidade para Pequenas e Médias Empresas da Claro, e José Formoso, que é agora gerente executivo da Unidade de Grandes Empresas e Governo.
Já Rodrigo Marques, CEO de toda a Claro desde o começo deste ano, fica a cargo da área de consumo e negócios para pequenas e médias empresas.

Toda a comunicação da agora extinta Embratel, inclusive nas redes sociais, já está passando por reformulação de identidade visual. A mudança faz parte da atual estratégia da empresa de unificar setores e também manter o nome da companhia como padrão nos planos oferecidos.
A companhia de TV por assinatura e internet NET foi aos poucos sendo substituída, assim como foi o caso da operadora Nextel — ambas nascidas fora do grupo, adquiridas ao longo dos anos após destaque do mercado e passando a operar sob o guarda-chuva da Claro.
A trajetória da Embratel
A Embratel foi fundada como Empresa Brasileira de Telecomunicações ainda em 1965 como integrante da Telebras, o sistema em vigor que cuidava de segmentos de telefonia em todas as regiões no país.
Como subsidiária do grupo, ela se especializou na operação de chamadas de longa distância, inclusive internacionais, e também em comunicações via satélite e cabos submarinos.

Foi a Embratel que popularizou no país as discagem a distância nacionais e para países estrangeiros — conhecidas pelas siglas DDD e DDI, respectivamente. As propagandas para televisão envolvendo um trio de meninos representando as letras ficaram muito populares no período.
Ainda em publicidade, a Embratel emplacou o slogan “Faz um 21” em referência ao código da operadora para chamadas e estrelando a atriz Ana Paula Arósio.
Em 1994, a Embratel foi a responsável por implementar a internet comercial no Brasil, inicialmente com inscrições limitadas e preços altos. Ela perdeu o monopólio do fornecimento de sinal discado para outras operadoras no mesmo ano.
A companhia foi privatizada em 1998 junto de todo o sistema Telebrás e outras estatais. Primeiro, ela foi adquirida pela empresa norte-americana MCI World Com, mas trocou de donos em 2004 ao ser comprada pela companhia mexicana Telmex.
Ainda em operação firme no Brasil, a empresa manteve serviços como o Star One de conexão por satélite, o provedor de acesso à internet Click 21; a telefonia fixa pela marca Livre e a TV por assinatura chamada de Via Embratel. Em janeiro de 2015, a Embratel foi incorporada em definitivo pela Claro, grupo nacional pertencente ao conglomerado América Móvil. Ele já controlava parte da Telmex e foi aos poucos aumentando a participação.
Quer saber que fim levou a Telesp, antiga operadora de telefonia fixa e móvel de São Paulo? Então confira neste especial do TecMundo!
#SuperCurioso | www.supercurioso.online