Lançado lá em junho de 2020, em plena pandemia do covid-19, The Last of Us 2 pode ser considerado um dos maiores e mais polêmicos títulos da PlayStation. O game da Naughty Dog impressionou, e dividiu opiniões, com sua narrativa repleta de violência, mas conquistou fãs com seu visual de ponta para o PS4.

Mesmo sendo um belo jogo em sua versão original, o game ainda ganhou um relançamento “remasterizado” em 2024, chamado de, pasme, The Last of Us 2 Remastered. Além de trazer refinamentos visuais voltados para o PS5, o título também recebeu conteúdos de bastidores e um modo de hordas, chamado de Sem Volta.

Agora, quase cinco anos após a estreia do jogo original, The Last of Us 2 finalmente chega aos computadores. O game estreia na plataforma nesta quinta, 3 de abril, na versão mais completa e recente do título.

Além de trazer finalmente a história de Ellie e Abby aos computadores, o lançamento também serve como forma de divulgação para a série de The Last of Us, que recebe sua segunda temporada na HBO e na Max no dia 13 de abril. Porém, a chegada do game nos PCs também nos trouxe um questionamento: a Naughty Dog finalmente vai parar de requentar a franquia e finalmente partir para novidades?

O que muda na versão de PC de The Last of Us 2 Remastered?

The Last of Us 2 Remastered chega aos computadores seguindo os padrões de outros ports recentes da Sony no PC. Em suma, o jogo eleva a experiência implementando novas tecnologias disponíveis em computadores modernos e aproveitando o poder da plataforma.

Para quem usa placas de vídeo Nvidia, é possível utilizar recursos como o DLSS 3, incluindo a solução de geração de frames, e ferramentas como o Nvidia Reflex. O game também conta com suporte para o AMD FSR 4.0 e a solução de criação de quadros aberta da companhia, bem como diversas opções de customização gráfica.

A versão de PC, como esperado, também “tira todos os freios” de The Last of Us 2. O game chega com suporte para framerate ilimitado, resoluções mais altas e funcionamento em monitores ultrawide, que trazem um aspecto mais cinematográfico para a narrativa.

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The Last of Us 2 fica muito bonito em ultrawide.

Como esperado de um jogo nascido no PS4, o alcance de The Last of Us 2 no PC é bem grande. O jogo pode ser rodado em hardwares modestos, segundo as especificações mínimas, mas também funciona bem em produtos mais recentes e de ponta.

Requisitos Mínimos

  • Requer um processador e sistema operacional de 64 bits
  • SO: Windows 10/11 64-bit (version 1909 or higher)
  • Processador: Intel Core i3-8100, AMD Ryzen 3 1300X
  • Memória: 16 GB de RAM
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1650, AMD Radeon RX 5500XT
  • Armazenamento: 150 GB de espaço disponível
  • Outras observações: SSD exigido

Requisitos Recomendados

  • Requer um processador e sistema operacional de 64 bits
  • SO: Windows 10/11 64-bit (version 1909 or higher)
  • Processador: Intel Core i5-8600, AMD Ryzen 5 3600
  • Memória: 16 GB de RAM
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 3060, AMD Radeon RX 5700
  • Armazenamento: 150 GB de espaço disponível
     

No geral, tudo funcionou muito bem por aqui, agregando muito na parte tecnológica do game. No entanto, é importante ressaltar que realizei meus testes em um PC de ponta, o que claramente ajuda o game a não apresentar problemas.

  • Placa-mãe: MSI Pro Z790-P Wi-Fi
  • Placa de vídeo: RTX 4070 Founders Edition
  • Processador: Intel Core i9-13900
  • Memória RAM: 64 GB com Kingston Fury DDR5 de 32 GB (2×16) e Lexar Ares DDR5 de 32 GB (2×16)
  • SSD Com games: Lexar NM790 de 4 TB
  • Sistema: Windows 11

No sistema listado acima, o game rodou com gráficos no máximo acima dos 100 quadros com e sem o DLSS e a geração de frames em ação. O visual do jogo também não deixa a desejar no computador, mostrando que esta é a versão definitiva de The Last of Us 2.

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Além disso, o game também conta com um menu inicial ao ser aberto que permite configurar presets gráficos antes mesmo do jogo ser aberto, o que é bem interessante e útil. O título também vem com a famigerada integração com a PSN, que já rendeu polêmica no passado, de forma opcional, garantindo itens extras para jogadores “entusiastas” da Sony. 

Jogo também roda no Steam Deck

Além de funcionar bem no computador, o jogo também rodou sem problemas aparentes no Steam Deck. Nos testes que realizamos aqui na versão base do produto, o console rodou no baixo e em 30 frames por segundo, ou seja, como esperado para o hardware portátil.

A parte interessante é que o console possui um modo para Steam Deck e chega verificado para o console. Com isso, basta abrir o jogo que ele já vem totalmente configurado para rodar do jeito que dá no dispositivo.

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Apesar dos cortes esperados no visual, o Steam Deck entrega uma experiência decente com The Last of Us Parte 2, sendo um ótimo complemento na versão de PC. Sabe quando você tá fora de casa e tem vontade de continuar jogando algo que está viciado? O modelo é perfeito pra esses momentos no jogo da Sony.

O mesmo The Last of Us 2 de sempre

Na parte de conteúdo, os jogadores de PC podem esperar exatamente o que The Last of Us 2 Remastered entrega nas outras plataformas. A história de Ellie e Abby está mais sangrenta do que nunca no single-player.

Além disso, o modo Sem Volta é uma adição interessante para quem curte o combate da franquia. No entanto, para quem está de olho só na história, ele é totalmente dispensável — do mesmo jeito que os conteúdos extras, que incluem fases inacabadas, por exemplo.

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No fim das contas, o aguardado lançamento de The Last of Us 2 no PC é a oportunidade perfeita para jogadores da plataforma finalmente experimentarem mais uma dose da franquia antes do lançamento da nova temporada da série da HBO, que chega agora em abril. E, felizmente, o título chega com menos bugs que o lançamento anterior da série — pelo menos nas plataformas em que testei.

Considerando o preço de R$ 167 em lojas como a Nuuvem, vale a pena dar uma chance ao game no lançamento se você realmente estiver com vontade de conhecer essa história antes da série. Por outro lado, se você é paciente, também dá para deixar o game na lista de desejos e aguardar promoções maiores. 

Agora chega de relançamentos, né?

A chegada de The Last of Us 2 no PC também é um momento histórico para a Naughty Dog. Com a empresa tendo apenas que fazer refinamentos no jogo, agora é possível que o estúdio finalmente largue esse osso de uma vez por todas.

A produtora ganhou o coração de muitos jogadores desde sua fundação por dar vida a franquias como Crash, Jak e Uncharted. No entanto, na última década, o grande foco do estúdio foi a franquia de Joel e Ellie, e boa parte dos esforços da equipe foi em lançar remasterizações de The Last of Us Parte I e II.

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Com os dois títulos chegando no PC e também disponíveis no PS5, a empresa finalmente pode parar com essa reciclagem e focar em novos projetos. O futuro do estúdio, no entanto, pode não envolver tanto The Last of Us.

No final de 2023, a Naughty Dog cancelou The Last of Us Online, que estava sendo feito para trazer elementos multiplayer para a série de jogos. Já neste ano, Neil Druckkman, diretor da franquia, deu a entender que um The Last of Us 3 pode nunca acontecer.

Pessoalmente falando, eu acho que um futuro interessante para a franquia seria aproveitar a base técnica existente nos jogos atuais para contar novas histórias no mundo pós-apocaliptico, quem sabe até em games menores e mais baratos. Assim, a Naughty Dog poderia “alimentar” seus fãs e até abrir portas para novas oportunidades na série de TV, fugindo do núcleo de Ellie e Joel.

Intergalactic, novo jogo do estúdio, está em produção

Com o fim dos relançamentos de Last of Us, e também de Uncharted, o grande foco da Naughty Dog deve ser Intergalactic, nova propriedade intelectual do estúdio. Apresentado no The Game Awards de 2024, o game traz de volta o estúdio ao seu maior foco de sucesso: uma narrativa single-player apresentando um novo mundo para seus fãs. 

Fico na torcida que a equipe da ND não precise portar nenhum jogo para o Switch 2 futuramente e dê atenção total ao novo projeto, que parece bem promissor com sua temática cheia de nostalgia e ficção científica.

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